segunda-feira, 12 de maio de 2008

Vou ou não acertar?

Como o nosso 'amigo' Scolari não é muito dado a surpresas aqui vão os provaveis 23 para o EURO:


Guarda-redes: Ricardo (Betis), Quim (Benfica) e Rui Patrício (Sporting)

Defesas: Bosingwa (FC Porto), Paulo Ferreira (Chelsea), Miguel (Valencia), Ricardo Carvalho (Chelsea), Pepe (Real Madrid), Bruno Alves (FC Porto) e Fernando Meira (Estugarda)

Médios: Deco (Barcelona), Petit (Benfica), Raul Meireles (FC Porto), Maniche (Inter), Miguel Veloso (Sporting) e João Moutinho (Sporting)

Avançados: Nuno Gomes (Benfica), Cristiano Ronaldo (Manchester United), Simão (Atlético Madrid), Nani (Manchester United), Hélder Postiga (Panathinaikos), Hugo Almeida (Werder Bremen) e Quaresma (FC Porto).

Quantos falharei?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Gritas tu ou grito eu?




Em noite de números acertados (12 é o ideal, com um suplente de cada lado), a nota mais frequente foi a dos gritos.
Desde o início, muito se gritou. Era porque estava a começar atrasado, era porque Vinay se demorava a equipar, era porque não se passava a bola, era porque não se chutava bem, era porque não se defendia, era porque não se ajudava no ataque... enfim.

As equipas alinharam:
Equipa A – Hélder, Filipe, Vinay, Rui Lopes, Chrystello e Tiago;
Equipa B – Ricardo, Moreira, Luís Branco, Coelho, João e Rui Evangelista.

O jogo começou com Rui Ev. a jogar nos A's, pois Vinay e Filipe chegaram atrasados. Repostas as equipas, os B's começaram a dominar, com boa circulação e defesa atenta.
Os A's não estavam mal, com Tiago e Hélder no comando.

Demorou um pouco a chegar o primeiro golo, mas depois deste, 2 outros foram conseguidos, levando os B's à vantagem de 3. Nesta fase, Luís branco e Ricardo foram maestros, Coelho e Rui Ev. os lutadores, Moreira e João os trabalhadores menos evidentes.
Do lado dos A's, os ânimos começaram a aquecer, com Vinay a "dispar(at)ar" em todas as direcções. Por muito que tentassem, nada saía bem. Os remates eram desviados, defendidos ou errados, os cortes fracos e devolviam a bola ao adversário, os passes um claro tiro de sorte.

Mas, num erro dos B's, surgiu o 1-3. Aqui começou a recuperação, quase conseguida. Com a coordenação de Tiago, o único que conseguiu uma prestação positiva, a equipa encetou em busca do empate. Foram muitos os momentos em que o golo poderia surgir, mas a defesa estava descurada, fruto das limitações de Hélder (regressado de lesão) e da estranha apatia de Filipe. Chrystello, Rui Lopes e Vinay não estavam nos seus dias, falhando muito no ataque, coisa pouco habitual.
Ainda assim, beneficiando dos falhanços dos B's (marcaram apenas 1 golo nas muitas oportunidades), os A's reduziram para 3-4 a um minuto do fim, num golo de raiva e muito festejado por Tiago. Mas já não havia mais tempo.

Destaques:
Jogador mais influente: Tiago (já foi tudo dito, faltando apenas a referência aos imensos e bons remates)
Jogador mais desatento: Rui Lopes e Vinay (os dois juntos não foram um jogador inteiro)
Jogador que mais correu: Ricardo (muitas recuperações e cortes de lances perigosos)
Jogador mais inconsequente: Vinay (tanto barafustou que pouco conseguiu fazer)
Autor do golo mais bonito: Tiago (grande remate cruzado, com a bola a entrar junto à barra)
Autor da melhor defesa: Hélder (no chão a remate muito próximo).

A Oeste Nada de Novo (*)

Há dias li um artigo curioso, chamado Who’s Up? Who’s Down? Who Cares?, de um comentador de futebol dos EUA, que sustenta que o mecanismo de promoção e despromoção, tão comum nas ligas europeias, é absolutamente irrelevante para estimular a competitividade das mesmas.

A Major League Soccer (MLS), na qual participa o Los Angeles Galaxy dos mediáticos David Beckham e Abel Xavier, não tem clubes promovidos e despromovidos. O campeonato é recente (1993), centrado em objectivos comerciais e disputado ao estilo da NBA com conferências e equipas dos EUA e Canadá.

Não quero de maneira alguma dizer, com este post, que o modelo americano é melhor do que o que é usado na Europa. De qualquer maneira, sendo economista de formação, não deixo de ser sensível à questão da competitividade e à realidade dos principais campeonatos europeus.

Nos dias de hoje, lutar por um lugar na Champions League é, por assim dizer, um campeonato no meio do campeonato nacional. Acontece que apenas um conjunto restrito de clubes em cada país tem realmente a possibilidade de ser competitivo e de lutar por um dos lugares cimeiros de cada campeonato nacional. São estes que, invariavelmente a cada ano que passa, vencem os campeonatos e partilham os lugares cimeiros da tabela. E os outros? Bem, aos outros resta sonhar com equipas mais fortes, anos melhores, e lutarem por não descerem ou por serem promovidos à liga principal.

Tendo em conta que o talento e os recursos para obter bons jogadores e formar boas equipas é escasso, é então natural que elas se concentrem nos clubes de topo, fazendo com que o campeonato “dos outros” tenha cada vez menos interesse. Neste sentido, é talvez apropriado perguntar o que é que, nos dias de hoje, as promoções e despromoções trazem de valor acrescentado às ligas nacionais? Existem excepções, é claro. O Guimarães, por exemplo. Mas são excepções que confirmam a regra.

No meio disto tudo, talvez fosse importante colocar questões relacionadas com a organização dos campeonatos nacionais e inovar num novo desenho competitivo que permitisse que, por exemplo, países como o nosso possam ter sempre três ou quatro equipas competitivamente fortes nos campeonatos de clubes europeus. Talvez apostando numa maior racionalização de recursos e num aumento qualitativo da competitividade interna possamos assistir, com cada vez mais frequência, a mais campeões nacionais e a menos monotonia nos campeonatos.

E o que é que passou no ultimo fim-de-semana a oeste dos montes Urais? Enfim, nada de especial. O Real Madrid ganhou a sua 31ª liga, o Bayern arrecadou a sua 20ª vitória na Bundesliga, o FC Porto continua a festejar o seu tricampeonato e os lugares cimeiros das outras ligas principais continuam a ser disputadas pelos clubes do costume.

Nota: A “Oeste Nada de Novo” é a tradução do título de um livro de Erich Maria Remarque passado na primeira grande guerra.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Campeonatos nacionais cada vez mais aborrecidos!


Com os campeonatos europeus a acabar para dar lugar a mais um campeonato europeu de selecções, começa a época de balanços.
Não vou analisar quem mereceu e quem não mereceu ganhar. Neste momento, parece-me mais importante analisar o marasmo em que caíram quase todos os campeonatos do velho continente. Por um lado a chamada lei Bosman, por outro a abertura da Champions League a 2, 3 e 4 clubes de um mesmo país, geraram um cada vez maior desequilíbrio nas receitas dos clubes, fazendo com que a disputa dos títulos seja coisa de 2, 3 ou 4 clubes em cada país. Há pouco tempo diziamos que em Espanha (Real Madrid, Barcelona, Atl. Madrid, Valência, Athl. Bilbao, Real Sociedade, Sevilha, etc), em Itália (Juventus, Inter Milano, AC Milan, As Roma, Lazio, Sampdoria, Verona, Napoles, etc.), Alemanha (Bayern Munique, B. Dortmund, Hamburgo, Estugarda, Werder Bremen, Nuremberga, Colónia, Schalke 04, Eintracht Frankfurt, etc.), em França (Bordeus, PSG, Auxerre, Nantes, Mónaco, Lens, Lyon, St. Etienne, etc) e em Inglaterra (Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester Utd, Tottenham, Aston Villa, Newcastle, Leeds, Blackburn, etc.) havia sempre um grande número de clubes que poderiam ganhar o campeonato, contrapondo com o caso portugês, com os seus três crónicos candidatos ao título.
Todos estes clubes mencionados foram campeões dos seus países sendo que a grande maioria o foram no período de 1980 a 2008.
O que temos agora?
Espanha: Real Madrid e Barcelona + Valencia e At. Madrid (de quando em vez);
Itália: Inter Milan, AC Milan, AS Roma e agora, e de novo, a Juventus;
Alemanha: Bayern Munique + 1 qualquer de quando em vez;
França: Lyon
Inglaterra: Arsenal, Chelsea e Manchester Utd
Portugal: FC Porto + Benfica e Sporting (de quando em vez, por muito que isto nos custe a sportinguista e benfiquistas)
E se isto já é mau, pior é a qualidade dos espectáculos produzidos pela grande maioria das equipas e a diminuição acentuada da assistência nos estádios espanhois, italianos, e franceses.
Há alguma esperança que esta tendência se inverta?
Claro que não. Basta ver o que Platini (como os políticos) prometeu antes das eleições para UEFA (dar mais espaço na Champions League aos clubes dos campeonatos menos importantes) e o que fez logo que foi eleito (exactamente o oposto, garantindo mais lugares aos campeonatos mais poderosos em termos financeiros).
Nestes últimos quatro meses pude ver muitos jogos do campeonato espanhol, alguns italianos, ingleses, alemães e até escoceses. Em comum, o fosso enorme entre o primeiro (Espanha e Alemanha) ou entre os dois (Escócia e Itália) ou entre os três (Inglaterra) primeiros e os restantes.
Ou seja, no futebol, Portugal andou muito à frente da Europa: sempre teve três crónicos candidatos para ter agora apenas um.
Uma última reflexão, por hoje: nos EUA onde a competitividade é um imperativo também no desporto, todas as modalidades profissionais utilizam o esquema de plafonds salariais. O mais conhecido na Europa é o da NBA, mas o mesmo se aplica nos outros três desportos nacionais e profissionais (o basebol, o futebol americano e o hoquei no gelo), bem como no futebol/soccer. Esta regulamentação, não eliminando, limita claramente o fosso existente entre equipas.
Na Europa, toda a gente e em todos os desportos, ficam apavorados só de ouvir falar nessa hipótese. Porquê? De que têm medo? Da competitividade?

quarta-feira, 30 de abril de 2008

United we will win!



Para muitos, o Manchester United é um clube grande, global, com títulos, filosofia de vitórias e ambição, tem um grande treinador, consegue apresentar equipas com qualidade e competitivas.
Para outros, trata-se de um clube grande, mas que só é forte no campeonato inglês, fruto da menor qualidade das equipas que nele competem, com um treinador que pouco percebe de futebol e não sabe fazer a gestão do plantel.

Seja como for, o ciclo de Sir Alex Ferguson, iniciou em Novembro de 1986, tendo sido contratado após ter treinado com sucesso o Aberdeen, tendo ganho 3 campeonatos, 4 Taças e 1 Taça da Taças!

No United, os primeiros anos foram complicados, mas com a paciência e método, com prospecção e base nos jovens do clube, conseguiu finalmente vencer o título em 1993, 26 anos depois. Antes já tinha ganho uma Taça de Inglaterra (1990) e as consequentes Taça das Taças (1991) e Supertaça Europeia (1992) e ainda uma Taça da Liga (1992).
De então para cá, 8 campeonatos, 4 Taças, 1 Taça da Liga, 6 Charity Shields (Supertaça Inglesa), 1 Taça dos Campeões e 1 Taça Inter-Continental. O ano de 1999 foi o de Glória, com o famoso treble (Campeonato, Taça e Taça dos Campeões), com Schmeichel, Beckham, Giggs, Keane, Sheringham e Solskjaer, os mais destacados.

Este domínio tem sido interrompido, e ainda bem que assim é, pelo Arsenal, de Wenger e Graham, e, recentemente, pelo Chelsea, de Mourinho e agora de Grant.

Esta época, quando parecia que o campeonato já estava ganho, eis que o Chelsea se cola, a 2 jornadas do fim. Em igualdade pontual, resta ganhar os 2 encontros, para se manter o título.
O outro grande objectivo da época também pode ser conquistado, vencer a Liga dos Campeões. Ontem, a vitória sobre o Barcelona permitiu o acesso à final de Moscovo. O adversário será outra equipa da Premier, o Chelsea ou o Liverpool. Os primeiros estão a tentar há 3 anos chegar lá, os últimos têm lá estado em 2 dos últimos 3 anos, tendo ganho 1.

Seja quem for, o United pode coroar esta época com 1, 2 ou 0 títulos, passando de normal, para fabulosa ou desastrosa. São 3 semanas em que os adeptos como eu estarão a torcer por vitórias e festejando cada uma (espero que sejam 3), especialmente aquelas que determinam o sucesso. A magia de Cristiano (There's only one) Ronaldo será o tónico para vencer dando-lhe, paralelamente, o tão desejado título de Melhor do Mundo. Ah, e ainda tem o Euro 2008 para se motivar.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Antes dos Cravos



Na véspera do Dia da Revolução, entraram em campo os Bravos da BolanaQuinta. Sem os chaimites nem as G3, as armas apresentadas foram os ténis, as meias, os calções, as camisolas e a vontade, empenho e talento (ou falta dele).

Com dez elementos disponíveis, a conta estava certa e as equipas alinharam:
Equipa A – Gonçalves, Moreira, Vinay, Rui Lopes e Rui Evangelista;
Equipa B – Luís Branco, Coelho, João, Chrystello e Tiago.

Bem dispostos e com o calor de um Verão antecipado, o ambiente estava descontraído, tal como o início de jogo, tão calmo que o primeiro golo surgiu numa distracção de Luís Branco, permitindo o remate certeiro de Rui Lopes. Mas continuaram as faltas de atenção, com passes errados e com os receptores destes a “dormitarem”.

Com o tempo, os jogadores começaram a acertar. Os A’s tornaram-se mais agressivos na recuperação de bola e em jogadas rápidas marcaram alguns golos. Os B’s andavam à procura da melhor postura mas não acertavam. Com Gonçalves a comandar, a equipa A mantinha forte domínio.

Mas os B’s não estavam em campo para ver jogar. Aos poucos, o conjunto conseguiu tornar-se equilibrado e sair em jogadas rápidas e certeiras. O empate surgiu a poucos minutos do fim.

Num último esforço de conjunto, os A’s foram em busca da vitória e o prémio foi merecido. O fim do jogo consagrou os A’s como vencedores da batalha da noite.

Destaques:
Jogador mais influente: Gonçalves
Jogador mais desatento: nada de grave a registar
Jogador que mais correu: Luís Branco
Jogador mais inconsequente: Rui Lopes
Autor do golo mais bonito: Rui Evangelista
Autor da melhor defesa: nenhuma de destaque.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Abençoados pela chuva



Em noite de dilúvio, até no campo chovia. Em algumas partes do piso do pavilhão, acumulavam-se gotas que caíam do telhado.

As ausências dos habituais mantiveram-se, pelo que houve 3 convidados, 2 deles das terras de Vera Cruz.

As equipas alinharam:
Equipa A: Filipe, Gonçalves, Chrystello, Moreira e Coelho;
Equipa B: Vinay, Rui, Ricardo, Juninho e Diogo.

Com o atraso na chegada de Chrystello e Filipe, o jogo começou 4 vs 4. Neste período, Rui jogou pelos A's.
Com mais espaço para correr, curiosamente, foram os A's a ganhar vantagem.
Quando se completaram 10, os alinhamentos ficaram correctos.

O jogo a sério começou. Os B's mostraram ser mais rápidos e depressa ganharam vantagem folgada. Liderados por Juninho e Ricardo, a criar jogadas e a fazer passes com qualidade, com Rui e Vinay a defender com afinco e empenho, partindo em rápidos ataques, tiveram em Diogo o finalizador, marcando 3 ou 4 golos.

Do outro lado, estava a ser difícil o entendimento e a criação de jogadas. O contra-ataque estava a ser a melhor arma, com Gonçalves a lançar em profundidade ou a optar pelas jogadas individuais. Alguns golos e outras bolas aos ferros foram o resultado.

Quando se consolidava a vantagem dos B's, eis que mudou o cariz do jogo. Com a rotação, Vinay foi para a baliza. Nesta altura começou o assomo dos A's, que só não resultou em igualdade mais cedo pois Vinay defendeu com bravura e qualidade (como sempre). Nesta fase, os A's estavam melhor. Filipe já defendia como sabe, Coelho e Chrystello eram rápidos e precisos, Moreira estava atento e Gonçalves dominava.

Mesmo assim, houve uma aproximação no marcador. Bastaria aos B's manter a posse de bola e obrigar os A's a abrir espaços. Mas, nesta fase, foi a distracção de Ricardo a proporcionar 2 golos a Gonçalves e deitar por terra a vitória que parecia certa. No final, vitória dos A's por 8-7.

Destaques:
Jogador mais influente: Gonçalves (embora começasse mal, melhorou e tornou-se na figura do jogo, com golos, recuperações e passes)
Jogador mais desatento: Ricardo (o final do jogo valeu-lhe este destaque)
Jogador que mais correu: Juninho (cansava todos os que viam, irrequieto e veloz)
Jogador mais inconsequente: Coelho (manteve a sua atitude)
Autor do golo mais bonito: Diogo (numa jogada colectiva brilhante, desde a defesa ao ataque)
Autor da melhor defesa: Vinay (em 3 momentos muito próximos, efectuou 3 intervenções GRANDES, sendo a 1.ª a remate de Gonçalves e a 2.ª a tiro à queima roupa de Moreira BRILHANTES).