quarta-feira, 3 de junho de 2009

Hectocampeões e coisas do outro mundo

Um dos efeitos positivos do domínio hegemónico do FC Porto no futebol é o de aumentar, de uma forma indirecta, o léxico verbal utilizado pelos nativos deste país.

Sim, se não fosse o FC Porto, quem seria capaz de ter, ali logo na pontinha da língua, a resposta à seguinte pergunta "como é que se designa um campeão que ganha o campeonato três vezes consecutivas"? E quem, na sua imensa sabedoria poderia dizer, assim, num repente, sem pensar muito e sem cansar a mioleirinha, que um tetracampeão é um clube que ganhou quatro títulos de futebol? E o penta?

E já pensaram nos efeitos benéficos que estas vitórias, nonotonamente consecutivas, têm na divulgação da língua portuguesa nos PALOP e na geração mais nova? Já estou a ver esta conversa familiar daqui a uns anos "Ó cota, estás enganado pá, o Porto é que é buéda bom. Os teus amigos lampiões não conseguem sequer papar o Leixões quanto mais averbatar decas!".

Magnífico! E já agora, aqui vai a sucessão de termos que, quem sabe, iremos ter de nos habituar num futuro próximo:

Campeão - 1 campeonato
Bicampeão - 2 campeonatos "de enfiada"
Tricampeão - 3 campeonatos "no bucho"
Teatracampeão - 4 campeonatos, ora tomem lá!
Pentacampeão - 5 títulos já cá cantam!
Hexacampeão - 6 campeonatos seguidinhos
Heptacampeão - 7 campeonatos na mona dos lagartos
Octocampeão - 8 camps para esfregar nas fuças dos lampiões
Eneacampeão - 9! faltará mais algum para chegar ao Guiness?
Decacampeão - 10 campeonatos de seguida, que lindo!
Undecampeão - 11 títulos, é o céu!
Dodecacampeão - 12 campeonatos, então não há concorrência?
Tridecacampeão - 13 campeonatos, eh pá, acho que vou passar a ver mais andebol...
Tetradecacampeão - 14 titularuchos; alguém aposta no campeão do proximo ano?
Pentadecacampeão - 15 campeonatos, Szzzzzzz
....
Icosacampeão - 20 campeonatos consecutivos
Tricontacampeão - 30 campeonatos consecutivos
Pentacontacampeão - 50 campeonatos consecutivos
Hectocampeão - 100 campeonatos consecutivos

Ah, e parabéns pela décima quarta Taça de Portugal.

Eleições no Sporting

Na Segunda-feira ouvi na rádio parte da entrevista de Paulo Pereira Cristóvão, candidato à presidência do Sporting CP. Sem querer ofender ninguém, tenho cá para mim que este candidato se parece um bocado com o Hugo Chavez...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Impensável?!!

Segundo notícia que pode ser lida aqui, Bruno Alves e demais companheiros da Selecção das Quinas acham "impensável" a não qualificação para o próximo mundial de futebol. Falam da "falta de sorte", "de tudo fazerem bem nos treinos" e de que apenas pela manifesta ironia do infortúnio é que os golos não têm entrado na baliza dos adversários de Portugal.

Optimismo exagerado? Falta de realismo? Talvez de tudo um pouco. Há um provérbio que diz qualquer coisa como "o pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que o vento mude e aquele que é realista afina as velas".

Receio bem que, de acordo com o que os jogadores debitam para a comunicação social, apenas consigamos encontrar seleccionados optimistas e pessimistas. Só me falta saber se será Queiroz suficientemente realista para afinar as velas e conseguir levar a selecção a futuros sucessos (sejam eles conseguidos no próximo mundial ou noutra competição qualquer).

Ah, e já agora Força Portugal para o jogo de sábado.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Diferença na baliza


O resultado do sorteio indiciava um jogo equilibrado. Assim, as equipas alinharam da seguinte forma:

Equipa A: Paulo “Tronco” Moreira”, Bruno “Ronaldo”, Tiago “Veloso”, Nuno “Polga” Romão, Rui “Caniggia” Lopes e Luís “Giovanni” Branco.
Equipa B: Vinay “Tariq”, Rocha “Gomes”, Hélder “Baresi”, “Lucho” Gonçalves, João “ Balboa” e “ Hulk” Chrystello.

O Jogo começa com o estudo mútuo das equipas e destaca-se o ambiente infernal nas bancadas, com cerca de 75 mil adeptos divididos no apoio aos com e sem coletes (mais uma vez em falta). As equipas estavam, de facto, equilibradas.
O primeiro abanão no jogo foi o excelente golo marcado pelos Coletes, numa espantosa e portentosa e essas “osas” todas, jogada de contra ataque finalizada pelo Vinay, e festejada de forma eloquente pela massa adepta dos Coletes (mais uma vez a claque conseguiu entrar com petardos, o que é de lamentar. Onde param as forças policiais?). Os Sem Colete reagiram de imediato, e chegaram ao empate com um golo do “Não me Lembro”, em clara posição de fora de jogo, mas igualmente festejado com a loucura total destas ocasiões.
Seguiu-se um período de equilíbrio aparente, mas com os Coletes a deter o domínio do jogo, com forte resistência dos Sem Colete. Destacam-se aqui as jogadas colectivas dos Coletes, onde a liderança da equipa era partilhada por todos, e um jogo mais individual por parte dos Sem Colete, que viria a causar maior desgaste físico e psicológico nessa equipa, com o acumular dos minutos. O facto de haver sempre um homem pronto para entrar, deu ao jogo um ritmo interessante, onde se começaram a destacar os golos dos Coletes, com especial referência para o magnifico chapéu do “Lucho” Gonçalves, a aproveitar o adiantamento do “Tronco” Moreira. Basicamente as coisas correram desta forma, sendo de destacar algumas quezílias internas nos Sem Colete o que provocou o desagrado do seu Director Desportivo, que abandonou o Camarote antes do jogo terminar.

O segredo da vitória dos Coletes, passou, sem dúvida por retirar o Rocha da posição de Guarda-Redes, não pelo que fez em campo, mas pelo que não enterrou a defender. A organização defensiva dos Coletes justificou a Vitoria para gáudio dos milhões de adeptos que festejaram por todo o Mundo. Destaca-se toda a equipa, bem como os Sem Colete, que deram uma excelente replica.
O Rocha terá sido detido pela PSP por tentativa de atropelamento à claque adversária que se encontrava no estacionamento à espera dos craques. As melhoras para o Filipe.

Destaques:
Jogador mais influente: Gonçalves. Bom jogo. Um dos lideres da equipa. De destacar também a boa exibição de Vinay “ Tariq” à baliza.
Jogador mais desatento: Nada a apontar. O aplauso dos adeptos, no final do jogo foi significativo.
Jogador que mais correu: Gonçalves. Utilizando uma fórmula já várias vezes utilizada (um rácio de cálculo extremamente exigente mas que atende sobretudo ao peso dos jogadores).
Jogador mais inconsequente: Moreira (pela quantidade de pontapé para a frente)
Autor do golo mais bonito: Vinay. Pela jogada do primeiro golo.
Autor da melhor defesa: Tiago: Ao ângulo superior direito após biqueirada do Helder.

P.S. Crónica da autoria de Hélder com edição de Vinay.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Muito Barcelona, muito futebol!!!


E fez-se justiça à melhor equipa da época 2008/2009.
O Barcelona não defraudou as enormes expectativas que muitos (onde eu me incluo) depositavam na sua prestação nesta final de Roma. Já o disse: para mim, o Barcelona de Guardiola está ao nível das melhores equipas que eu vi jogar futebol (Milan de Sacchi, Real de Capelo, Holanda de Mitchels, Espanha de Aragonés, entre outras). E ontem provou porquê. Após os 10 minutos iniciais, onde CR7 rematou 5/6 vezes seguidas à baliza, o Barcelona tomou conta do jogo e nunca mais houve United. Ao United acabou por acontecer aquilo que lhe permitiu chegar este ano à final: marcar um golo cedo sem nada o justificar. O Barcelona marcou por Etoo e a partir daí só deu Barça. Não que tivesse criado muitas oportunidades de golo (sobretudo na 1ª parte), mas pela forma como dominava a bola, trocando-o por todos os seus jogadores. Ao intervalo, um Ferguson gasto tirou Anderson para pôr no seu lugar Tevez. Erro infantil. O United raramente teve posse de bola. As combinações entre Iniesta, Xavi, Etoo, Henry e Messi desbaratavam por completo um vulgar United. O Segundo golo do Barcelona poderia ter chegado mais cedo (Henry fantástico sobre Ferdinand, Xavi de livre ao poste, Messi a chegar atrasado, etc.), mas chegou no momento certo e pelo jogador certo: Leonel Messi. Um centro milimétrico de Xavi para uma execução perfeita, de cabeça, do argentino.
Ontem, Roma viveu 80 minutos de futebol mágico, empolgante, perfeito!!!
O jogo de Roma provou que são as equipas que ganham jogos. E o Barcelona é Messi, Etoo e Henry, mas é também Iniesta e Xavi (grandíssimo) e Puyol … que grande jogo fez Puyol. Desviado para a direita, anulou CR7, apoiou o ataque e quase marcava. Calculo que o MVP do jogo tenha sido Messi, mas Puyol (ou Xavi) bem mereciam essa distinção.
Morreu o rei, viva o Rei! Parabéns ao Barcelona e que o seu estilo de futebol se mantenha por muitos anos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Eis a tabela

Depois de muito champagne e rissol, segue a tabela.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Quando uma aparição decide um jogo

Apesar das várias ausências, o resultado do sorteio (com apenas 10 jogadores) indiciava um jogo equilibrado. Assim, as equipas alinhariam da seguinte forma:
Equipa A: Gonçalves, Bruno, Moreira, Helder e João
Equipa B: Vinay, Nuno, Rocha, Filipe, Rui L. e Luis (o convidado)
As equipas estavam, de facto, equilibradas. Foi ainda antes do jogo se iniciar que se percebeu que as coisas poderiam não ser assim. Porquê? Porque apareceu o homem que desequilibrou o jogo: Chrystello. Não pelo que jogou, mas pelo que provocou na alteração de equilíbrios tão habilmente conseguida pelo “nosso” avançado software que calcula, entre outras coisas, a habilidade natural, a massa muscular, a resistência física, a velocidade, a mobilidade, etc. Assim, Chrystello entrou para a equipa A, passando esta também a ter um suplente.
O jogo começou com os AA com mais posse de bola mas os BB a defenderem com grande rigor. Um pouco contra a corrente do jogo os BB chegam ao 0-3 através de dois belíssimos golos (ambos chapéus) de longa distância ao guarda-redes Bruno que, na ânsia de começar desde cedo a marcar golos, se esqueceu das suas funções, jogando no meio campo. Inteligentíssimos e habilidosos como são e com a enorme visão de jogo que os caracteriza, Rocha e Nuno fizeram os dois primeiros golos.
Os AA mantiveram a maior posse de bola e aos poucos chegaram ao empate. Entretanto Gonçalves massacrava os adversários, acertando em cheio em tudo o que mexia (começo ainda antes do jogo com Rui L. e depois com Nuno e outros) embora também fosse ele o grande responsável pela reviravolta e vitória final dos BB. Que grande jogo fez Gonçalves, a defender e a atacar. Foi, avanço desde já, o homem do jogo, merecendo duas justíssimas nomeações.
Com o decorrer do jogo percebia-se que havia dois jogadores ausentes do jogo: Vinay (que se auto-flagelou no final, tal o desacerto evidenciado – palavras do próprio) e João. Chrystello, como habitualmente, saiu mais cedo, vítima de lesão, no que foi acompanhado por Filipe. Filipe aliás esteve em mais dois momentos hilariantes do jogo: quando decide apertar os atacadores dos seus ténis no meio campo adversário, permitindo a estes fazerem um golo em superioridade numérica quando o jogo ainda não estava decidido, e quando executa uma série de defesas (ou teriam sido apenas toques) em cima da linha de golo, tendo Rocha terminado com a agonia de Filipe, aliviando a bola para o 2º andar do pavilhão. Para piorar, Filipe ainda se lesionou numa mão (tal o nº de vezes seguidas que alternou entre o acertar na bola e na barra).
No final, vitória dos AA não sei por quantos, mas por poucos. Saliência para a forma como Luís B. continua a perder bolas quando é o elemento mais recuado da equipa. Uma vez que apenas no final do jogo é que soube que tinha que fazer esta crónica é natural que muitas coisas tenham passado ao lado, mas o essencial está dito.

Destaques:
Jogador mais influente: Gonçalves. Que grande jogo. Antes (a forma como acertou num alvo em movimento – Rui – foi também ela importante nesta nomeação) e durante o jogo. Na defesa e no ataque. Fantástico
Jogador mais desatento: Luís B. pelas vezes que perdeu a bola em situação proibitiva teimando em sair a fintar quando é o elemento mais recuado da equipa e Filipe: atar os atacadores naquele momento e naquele sítio não lembrava a ninguém, mas não esquecer o golo falhado de baliza aberta e completamente isolado..
Jogador que mais correu: Gonçalves. Utilizando uma fórmula já várias vezes utilizada (um rácio de cálculo extremamente exigente mas que atende sobretudo ao peso dos jogadores).
Jogador mais inconsequente: João
Autor do golo mais bonito: Nuno. Um chapéu fantástico executado à saída do seu meio campo sobre Bruno (que continuava perdido). O do Rocha também é bom, mas critérios objectivos (o facto de ser eu que estou a fazer a crónica, logo eu decido) levam-me a decidir-me pelo meu golo.
Autor da melhor defesa: Rocha. Segundo me foi reportado, uma defesa, no chão, a remate de Bruno.

NOTA: A tabela actualizada com o resultado deste jogo só deverá ser publicada na 2ª feira, pois o guardião do algoritmo que permite esses árduos cálculos festeja hoje, e pela terceira vez este ano, o aniversário da chafarica em que trabalha e como tal estará ausente.